Vault é o nome que algumas ferramentas de anotação dão a uma pasta de notas em texto simples: um cofre de conhecimento pessoal. Notas sobre projetos, decisões, procedimentos, contexto de clientes, o que você aprendeu. O termo ficou associado ao Obsidian, mas o conceito serve para qualquer coisa parecida: uma pasta de arquivos de texto, um Notion, um conjunto de documentos no Drive.
A ideia central: a memória fica com você, não com a ferramenta de IA. O assistente lê o vault quando precisa, mas quem escreve e organiza é uma pessoa.
Por que isso é melhor do que a memória interna
- Você controla o que está lá. Nada é inferido; tudo foi escrito por alguém.
- Não depende de uma ferramenta. Trocou de ChatGPT para Claude, o vault continua o mesmo.
- Serve a pessoas também. Um vault bem cuidado é o manual que um colega novo lê no primeiro dia.
- Dá para versionar e revisar. Um texto tem histórico; uma memória automática, não.
Como um assistente usa um vault
De três formas, da mais simples à mais elaborada:
- Você cola a nota relevante no início da conversa. Funciona hoje, em qualquer ferramenta, sem configurar nada.
- Você anexa o vault a um Projeto ou a um NotebookLM. O assistente consulta as notas quando a pergunta pede. Ver trabalhar com seus documentos.
- Um conector liga o assistente à pasta. Ele lê o que precisa, e em alguns casos escreve de volta: registra uma decisão tomada na conversa, atualiza o estado de um projeto. Ver conectores.
O que escrever no vault
Aquilo que você repete ou reconstrói: contexto de um projeto, decisões e o motivo delas, procedimentos, glossário do setor, preferências de trabalho. Não é diário nem arquivo de conversas; é o destilado. Uma nota curta e curada vale mais do que dez páginas coladas.
O que não escrever
Dado pessoal de terceiro que não precisa estar ali, e nada sigiloso de cliente se o vault vai ser lido por uma ferramenta de fora. A regra dos colchetes vale para notas também: “cliente do setor X” em vez do nome.
Para a empresa
O mesmo princípio, em escala, chama-se base de conhecimento. É o assunto de como montar uma base de conhecimento. Antes disso, vale entender a técnica que faz um assistente consultar documentos sem inventar: RAG.