Para que serve
Proposta tem dois leitores: quem decide e quem paga. Quem decide quer saber se você entendeu o problema. Quem paga quer saber o que recebe e por quanto. Muita proposta fala de si mesma e não fala de nenhum dos dois.
O assistente ajuda a organizar a estrutura e a cortar o que sobra. O entendimento do problema do cliente é seu, e é a única parte que importa de verdade.
O pedido pronto
Vou escrever uma proposta para [CLIENTE], que tem o seguinte problema:
[DESCREVA O PROBLEMA EM 2 OU 3 FRASES, com suas palavras]
O que eu vou entregar: [LISTE AS ENTREGAS]
Prazo: [PRAZO]
Como o valor é cobrado: [valor fechado / por etapa / mensal], sem o número.
Monte a estrutura da proposta em no máximo 6 blocos, começando pelo
problema do cliente e não pela minha empresa. Para cada bloco, diga o
que vai dentro em uma linha. Aponte o que da minha lista de entregas
está vago demais para um cliente entender.
Como conferir a resposta
- O primeiro bloco fala do cliente ou de você? Se começa com “Somos uma empresa…”, inverta.
- Cada entrega diz o que o cliente recebe, ou o que você faz? “Levantamento de requisitos” é o que você faz. “Um documento com o que o sistema precisa fazer, aprovado por vocês” é o que ele recebe.
- Existe uma frase que diz o que acontece se o cliente aceitar? Próximo passo concreto, com data.
O erro clássico
Deixar o assistente escrever o texto inteiro da proposta. Sai bonito e genérico, e cliente experiente reconhece de longe. Peça a estrutura, escreva o conteúdo você, e volte ao assistente só para revisar.
Se você está ajudando alguém
Quem vende há anos tem a proposta na cabeça e trava na hora de escrever. Peça para a pessoa explicar em voz alta o que vai entregar e por quê. Anote. É esse texto que vai no pedido, e o resultado costuma sair melhor do que a proposta que ela fazia antes.