Para que serve
Conversa difícil dá errado por dois motivos: a pessoa entra sem saber o que quer sair dali, ou ensaia só o próprio lado e é pega de surpresa pelo outro. O assistente ajuda nos dois. Ele obriga você a definir o objetivo e faz o papel do outro lado, com as objeções que você não quer ouvir.
Não é terapia, não é coach. É um ensaio.
O pedido pronto
Vou ter uma conversa com [meu gestor / um colega / um fornecedor] sobre
[O ASSUNTO, em uma frase]. O que eu quero que aconteça no fim da
conversa: [O RESULTADO QUE VOCÊ QUER].
A situação, em poucas linhas:
[DESCREVA, sem nomes]
Me ajude em três partes:
1. Uma frase de abertura que vá direto ao ponto sem soar agressiva.
2. As 3 objeções mais prováveis que eu vou ouvir, e uma resposta curta
para cada uma.
3. O que eu NÃO devo dizer, mesmo se a conversa esquentar.
Como conferir a resposta
- A frase de abertura parece você falando? Se soa como manual de RH, reescreva com suas palavras, mantendo a ideia.
- As objeções fazem sentido para quem conhece a pessoa? Você conhece; o assistente não. Adicione a que ele não previu.
- O resultado que você pediu é realista para uma conversa só? Às vezes a resposta mostra que são duas conversas.
O erro clássico
Decorar as respostas. A conversa real nunca segue o roteiro, e quem decorou trava quando sai do script. Use o ensaio para ficar tranquilo com o assunto, não para memorizar frases.
Se você está ajudando alguém
Esta é uma tarefa em que o assistente vale mais para quem tem mais experiência, não menos. Gente com 20 anos de empresa carrega conversas adiadas há anos. Um ensaio de 10 minutos, sem plateia, às vezes destrava o que a experiência sozinha não destravou.