O texto que você escreve para o assistente tem nome técnico, prompt, mas é só um pedido. Um pedido bom tem três partes. Faltando qualquer uma, o assistente escolhe por você, e escolhe o genérico.
Para quem é
“Um e-mail para o meu gestor” e “um e-mail para um cliente que reclamou” são pedidos diferentes, e o assistente só sabe disso se você disser. Inclua o destinatário e, quando importar, o contexto em uma frase.
O que você quer de volta
Uma lista de problemas? Uma versão reescrita? Três perguntas? Um resumo em cinco linhas? Diga o formato. “Me diga o que está confuso” produz uma lista; “melhore isto” produz um texto novo que pode não ser o que você queria.
O que ele não deve fazer
Esta é a parte que quase ninguém escreve, e é a que mais muda o resultado. “Não invente prazos.” “Não reescreva, só aponte.” “Se não tiver certeza, diga que não tem.” “Use só o que está nas anotações.” O assistente obedece a esse tipo de instrução com disciplina; sem ela, preenche lacunas com o que parece plausível.
Um exemplo completo
Vou colar as anotações de uma reunião. Organize em decisões, pendências e quem faz o quê. Use só o que está nas anotações; se algo estiver ambíguo, marque com [confirmar] em vez de completar.
Para quem é: implícito (uma ata). O que quero: três blocos. O que não fazer: inventar.
Cada tarefa do guia traz o pedido pronto nesse formato. Copie, troque os colchetes pelo seu conteúdo e, com o tempo, você passa a escrever os seus.
Dois hábitos que ajudam
- Peça uma coisa por vez. Um pedido com cinco objetivos rende cinco respostas medianas.
- Continue a conversa. A primeira resposta raramente é a final. “Encurte.” “Mais formal.” “Tire o segundo parágrafo.” É assim que se usa.
Próximo passo: quando não usar.