Este guia existe para você usar IA bem. Usar bem inclui não usar em algumas situações. Estas são as mais comuns no trabalho.
Quando o resultado depende de um número que você não vai conferir
Cálculo de imposto, prazo legal, percentual de reajuste, conversão de unidade. O assistente responde com segurança e erra com a mesma segurança. Se você não vai verificar o número em uma fonte confiável, não pergunte. Se vai verificar, pergunte à fonte direto.
Quando o texto contém dado de outra pessoa e não dá para anonimizar
A regra dos colchetes (o que nunca colar) resolve a maioria dos casos. Mas há situações em que a descrição identifica a pessoa mesmo sem nome: um afastamento por saúde num setor de três pessoas, um conflito entre dois gerentes. Nesses casos, não use.
Quando você precisa aprender, não entregar
Se a tarefa existe para você desenvolver uma habilidade, delegar ao assistente entrega o resultado e pula o aprendizado. Vale para quem está começando numa função e vale para quem está estudando. Use o assistente para explicar, não para fazer.
Quando a decisão é sua e a responsabilidade também
O assistente ajuda a organizar argumentos, listar riscos, ensaiar a conversa. Não ajuda a decidir. Ele não conhece as pessoas, não sente o clima e não responde pelas consequências. Uma decisão que sai “porque a IA sugeriu” é uma decisão sem dono.
Quando você está com pressa demais para ler a resposta
A tentação de copiar e enviar sem ler é maior justamente quando não há tempo. É o momento em que o erro passa. Se não há tempo para ler o que ele escreveu, não há tempo para usar.
Um critério geral
Pergunte: “se der errado, eu consigo perceber?”. Se sim, use e confira. Se não, a ferramenta está fora do seu controle, e isso não é uso, é aposta.
Você completou o primeiro nível. O segundo trata de hábitos e recursos para o dia a dia: uma conversa por assunto.